domingo, 20 de janeiro de 2013

Sobre medos


Afinal, o que é o medo? Ele é bom ou ruim? Depende? 

Segundo o dicionário medo é: 
1. Estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaça, reais, hipotéticos ou imaginários.

2. Ausência de coragem.

3. Preocupação com determinado fato ou com determinada possibilidade.
Ele nos afrige, nos paralisa, nos faz perder oportunidades. Por outro lado, nos deixa cautelosas, evitando possíveis acontecimentos ruins. Acho que todo medo começa com algo real, e depois vai para nosso imaginário e lá cria asas. E os "e se" começam a alcançar voos bem distantes. 


Quando se tem muito tempo para pensar sobre uma ação é pior ainda, você se prepara tanto e vai deixando seus medos criarem forças. É importante (como praticamente tudo na vida) achar o equilíbrio. Quando o medo começar a te atormentar, te impedir de fazer coisas que você gosta, é sinal de que tem algo errado. Limpe sua mente, seus medos não podem te impedir de viver!


É o que eu chamaria de medo seguro. É aquele que nos faz conferir nossa mala de viagem três vezes para não esquecer nada importante; ou aquele que nos faz pensar em cada vírgula do texto que você vai falar para aquela pessoa especial; ou até aquele que não te deixa expor seus sentimentos logo de cara para um menino, para você não se machucar depois. É o medo bom, que te priva de futuros sentimentos ruins. 


Saiba, portanto, administrar seu medo, para que ele não administre você. Pensar nas possibilidades, é uma coisa normal, mas ser privado por elas pode estragar algo relevante. Eu por exemplo, tinha muito medo de ser quem eu sou, de demonstrar o que sentia e pensava, achava que o jeito que eu fazia as coisas era vergonhoso, pois não me sentia bem com o meu corpo, com o jeito que eu me via na frente do espelho, com a minha vida. Eu tinha medo do que as pessoas pensava de mim. Mas esse é o tipo de coisa que você não pode evitar. Não dá para intervir no pensamento de alheios e saber o que eles esperam de você. Eu me adaptei aos meus "modismos", e hoje em dia não ligo muito por ter um estilo um pouco diferente de se vestir. Também me acostumei com a minha imagem e tento mudá-la para me agradar, me sentir confortável em qualquer roupa que eu queira usar. Confesso que as vezes tenho recaídas, brigo com o espelho, brigo comigo mesma, me descontrolo, me fecho e dou um tempo trancada no quarto, até eu ficar bem novamente.  Tive que aprender que quando um medo te impede de ser quem você é, as pessoas ao seu redor não conseguem ver isto, e te veem por aquilo que você demonstrou ser.  


Quando você se desprende um pouco dos seus medos, tudo flui melhor. Então, não perca oportunidades por excesso de insegurança. Apenas respire fundo e lembre-se de quem você é e quem você quer ser. Tenho a certeza que você é mais forte do que seus medos. E se o seu caso for uma fobia séria, vale a pena procurar um tratamento. Viver rodeada de medos não é viver.

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